Empreendedorismo Cosmético, o que mudou na pandemia?

Com a pandemia, os modelos de negócios necessitarão de um planejamento para o que será normal de agora em diante

São Paulo – O impacto da pandemia de Covid-19, sobretudo na economia, política e no comportamento social, mudaram diversos mercados – incluindo o de beleza. O Google fez um recente estudo mostrando que as pessoas estão procurando produtos da categoria mais do que nunca, mas o comportamento está passando por uma transformação.
Por exemplo, a maquiagem tinha historicamente uma importância maior na vida das mulheres, mas hoje, com o uso das máscaras de proteção, o batom perdeu espaço para cabelo, pele e unhas, que ficam mais expostos.

Se a pandemia levou a uma mudança para novos hábitos, as empresas precisarão de resiliência e dinamismo para se adaptar aos novos tempos, o que gerará outras oportunidades para as empresas, e por esse motivo, é crucial entender melhor o seu público alvo, os propósitos e a essência da Marca, e do seu Modelo de Negócio.

O próprio mercado determinou que estar fora dos meios digitais é estar fora de sintonia com os clientes. A internet mudou a maneira de se distribuir informação e, consequentemente, os hábitos de consumo de todos os públicos e segmentos, também foram afetados. E para as empresas, não bastam estar conectados, mas criar conexões com o seu público é um fator impositivo para sua própria subsistência.

As medidas de isolamento catalisaram uma corrida para a revolução digital já em andamento, o qual, aqui no Brasil, ainda está longe da sua maturação se comparada aos Estados Unidos e Japão. Na pesquisa feita pelo aplicativo ifood, 72 % dos brasileiros com smartphone, realizaram pelo menos 1 pedido pela sua plataforma, e durante a crise sanitária, em menos de 6 meses, foi ultrapassado o número de 100 milhões de entregas. Se para o setor gastronômico, a presença digital foi uma necessidade, para o segmento de cosméticos não foi muito diferente.

A busca das pequenas e médias empresas cosméticas para a presença digital

O mundo atual é feito de riscos e oportunidades que nem sempre serão aparentes, por esse motivo a necessidade de inovar e se reinventar na mesma velocidade das mudanças do mercado é imperativo, afinal, o que antes dava certo, hoje pode não funcionar mais, porque mais do que nunca, o poder está na mão dos clientes e as ações deixaram de ser orientadas ao mercado, mas centradas no foco do cliente. Se o planejamento estratégico era vender os produtos, agora, o objetivo é ter os produtos comprados. As Marcas deixaram de ser protagonistas para serem coajuvantes de um cenário que o consumidor é a estrela.

Mudando as estratégias para o novo comportamento pós pandemia: o Foco do Cliente

Criar experiências de consumo
Utilizar a emoção dos clientes para conquistar, engajar e fidelizá-los. O processo de compra cria estímulos, e estes geram respostas emocionais que ficam atreladas a uma experiência que começa com o interesse e compra, mas não tem um fim determinado, pois o ciclo se repetirá com a recompra se essa jornada for boa.

Depoimentos de consumidores reais
O depoimento com a opnião de pessoas reais sobre o consumo e utilização, faz parte de provas sociais e quanto mais espontâneos e sinceros, maior a credibilidade e poder de persuasão.
Grandes e-commerces de cosméticos, como Belezanaweb, aderiram a inclusão das avaliações reais dos consumidores e hoje, tornou-se um item praticamente obrigatório em todos os e-commerces. Quanto mais tempo cada visitante permanecer na página, maior será a sua interação e possibilidade de compra, e com os depoimentos de clientes reais que utilizaram os produtos, o tempo de permanência aumentou em mais de 250%.

As vulnerabilidades da marca
Empresas são feitas por pessoas e não há empresas perfeitas. Todas são suscetíveis às vulnerabilidades e quem tenta construir uma marca com a imagem de perfeição se desumaniza. Entender suas próprias fraquezas é um caminho para crescer, humanizar e fortalecer as relações com o público.

Focar em ações de responsabilidade social e impacto ambiental
Os consumidores querem uma maior sinergia com a filosofia e conduta das empresas. Reforçar os valores da Marca não são excessos, mas uma conexão com os seus clientes.

Iniciativas para fortalecer e engajar o público consumidor dos produtos
A concentração em ações com o único intuito de vendas não engajam, não criam uma boa experiência com a marca. A gestão de conteúdo útil e agradável nunca foi tão importante como nos tempos atuais.

Apresentação de soluções mais econômicas, mais rápidas ou mais versáteis
O comportamento pós pandemia será pautado no consumo mais consciente, pois precisaremos aprender a conviver com menos desperdício, que contribuirão para, cada vez mais, as pessoas comprarem de forma mais racional. Diante desse cenário, as marcas que oferecerem soluções alternativas para economia de produto, tempo de aplicação menor, redução de etapas no procedimento, e protocolos mais rápidos, terão um diferencial altamente competitivo.

Ampliação e integração dos canais de vendas, a fim de ampliar experiências no meio online e offline
Também chamado de Omni Channel, esse conceito é um caminho sem volta para se ganhar share, e tem como principal premissa integrar o processo de compra do consumidor e otimizar sua experiência em diferentes canais. A experiência multicanal tem que ser harmoniosa e atuar em total sinergia do mundo físico com o virtual, e vice-versa.

Ações colaborativas com o público
O marketing colaborativo, como o próprio nome sugere, se dá pela propagação do conteúdo por meio da colaboração dos indivíduos. Nesse processo, a empresa cria a ação com seu público-alvo e os próprios consumidores ajudam a espalhar as informações.
O Facebook, Instagram, Linked in, YouTube, Blogs, entre outros, são os meios que as empresas precisam enxergar como grupos de uma comunidade de consumidores e potenciais clientes que utilizam como um canal de comunicação para falar dos produtos da marca.

Conectar com influenciadores e especialistas que estejam realmente alinhados com os valores da marca.

Social Selling – um novo conceito de vendas
Em agosto do 2020, a marca do Grupo Boticário, “quem disse, berenice?”, lançou o programa de afiliados para os influencers compartilharem os produtos via WhatsApp ou qualquer outro canal de rede social, e por meio de um link gerar vendas no site da empresa. Para cada venda é gerada uma comissão de 10%, sem nenhuma burocracia. Em poucos meses, milhares de consumidores, lovers da marca, se transformaram em “embaixadores sociais” da marca. 

Para quem estiver ingressando no mercado cosmético, se reinvente. Para as marcas cosméticas que já estão no mercado, sejam mais resilientes do que nunca.

Para Walmir Lisboa, Gestor Estratégico da ExonLab Terceirização de Cosméticos, a mudança no comportamento pós pandemia, acelerou o processo de ressignificação das marcas cosméticas. Quanto menor o valor intangível tiver um produto, mais próximo ele estará para um produto comoditizado, e nesse caso, o único valor desse produto será o seu benefício funcional, consequentemente, com baixo valor agregado e sem diferenciais competitivos. Hoje, o planejamento da Marca deverá estar alinhado e posicionado com o seu público para criar o valor pessoal, social no nível de grupo e emocional no nível de indivíduo, continua Lisboa. 

Um novo canal de educação corporativa será lançado pela Exonlab Terceirização de Cosméticos Capilares, a Exonlab Business School. Siga o Instagram desse canal, clicando abaixo.

A partir de 18 de novembro, iniciaremos as publicações dos materiais que estão sendo desenvolvidos exclusivamente para empresários que possuem Marcas de Cosméticos Capilares e empreendedores que estão ingressando nesse segmento.

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